sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Já fez seu network hoje?

Que me desculpem aqueles que não gostam dos termos em inglês adotados pelos gerentes e executivos. Mas muitas vezes eles são inevitáveis. A palavra network no mundo corporativo diz muito mais do que a expressão rede de contatos.

O network é aquilo que você conseguiu unir no seu caderninho durante anos e anos de trabalho. E, caros jornalistas, não estou falando das fontes. Boas fontes são importantes para quem está na redação. Já do outro lado do balcão, o negócio é ter network mesmo. Ou seja, ter a quem recorrer em todos os momentos: quando precisa de conselho, orientação, ajuda para checar num possível cliente e até mesmo de umas broncas.

Como empreendedora que sou agora - e rezo todos os dias para que assim eu permaneça -, eu me orgulho de ter cultivado boas relações. Relações que formam, sim, o meu network.

Sabe aquele amigo de redação que começou junto com você e que hoje é um executivo ou jornalista importante? Faz parte do network. Sabe aquela fonte que você descobriu e passou a contatá-la para suas reportagens e que agora está num posto importante dentro de uma multinacional? Faz parte do network. Ou aquele chefe que você teve que aturar com muita sabedoria e diplomacia e cuja confiança você conquistou com trabalho? Faz parte do network.

O melhor é quando todos os nomes que estão no seu caderninho são de pessoas queridas, de pessoas de quem você realmente sente saudade e com quem a relação é verdadeira - e não puramente comercial.

Hoje, estive com três delas. Minha sexta-feira foi extremamente agradável e produtiva. Recebi conselhos, ouvi informações de mercado e conversei com os amigos. Tudo numa mesma mesa de almoço.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Mexa-se

Hoje, recebi de uma pessoa muito especial para mim o seguinte texto por e-mail: ...na data de hoje, 27 de junho, há 100 anos, nascia um dos maiores escritores da literatura universal, o brasileiro João Guimarães Rosa. Uma frase de um dos romances dele, dita por um personagem simples, da roça, um "caipira": "O senhor....Mire, veja: o mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior".

Na fase em que me encontro, o texto caiu como uma luva. Mudanças são necessárias e, na minha opinião, revitalizam, revigoram. A zona de conforto é chata, desestimulante. Não é possível que alguém se sinta bem ao acordar pela manhã sabendo que vai passar o dia inteiro na tal zona de conforto. Quem nela permanece não afina nem desafina. Apenas termina.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Na mesa do bar e do trabalho

Na mesma aula em que meu amigo fez os alunos assistirem ao vídeo do Paulo Freire (texto anterior), o tema paradigmas entrou em pauta. Eu sei que essa palavra já está "batida", fora de moda. Mas, sinceramente, acho que está totalmente relacionada com os assuntos que gostaria que permeassem as discussões desse blog.


Quanto mais o tempo e a nossa idade passam, mais arraigados ficam os nossos paradigmas, as nossas crenças. E haja argumentos que nos façam aceitar novos conceitos. Em se tratando de jornalistas, esse efeito se potencializa. Meus amigos, desculpem-me, mas verdade seja dita: achamos ou não achamos que somos os donos da verdade, em muitos casos?

Já sentou numa mesa de bar com jornalistas? Eu, particularmente, A-D-O-R-O. Tem assunto para todos os gostos: política, economia, mercado financeiro, cultura, lazer, sexo. É muito eclético, divertido e terapêutico. Agora, meu caro, o desafio é você conseguir achar uma brechinha para falar, também expor suas idéias. Se a maioria na mesa for mulher, então, vai ser uma maratona. De novo, ressalto, que só digo isso porque faço parte da lista.

O cenário da mesa do bar pode ser levado para o ambiente de trabalho. Quando se trata de fazer a equipe perceber que há uma maneira melhor de se obter resultado ou de solucionar um problema, são necessárias algumas conversas. Trata-se de um processo de convencimento.

Costumo brincar dizendo que jornalista - aquele que é repórter de nascença - nunca deixa a fase do "por quê?". Tudo tem que ser explicado ipsis litteris, sempre respondendo um "por quê?" atrás do outro.

Claro que no final a sensatez vence e tudo acaba se ajeitando. Mas a energia gasta para se chegar ao ponto final chega a ser, algumas vezes, absurdamente exagerada.

A gente não quer só comida?

Nesta semana, estive em uma faculdade frequentada por pessoas abonadas. Fui assistir à aula de empreendedorismo de um amigo meu que é professor no curso de pós-graduação em Marketing.

Confesso que fiquei impressionada com o baixo desempenho dos alunos. A maioria faz parte da geração Y, jovens com seus vinte e poucos anos de idade, com um mercado inteiro para explorar e que hoje são cobiçados pelas empresas e seus programas de trainee (vale ler as reportagens do caderno de empregos da Folha S.Paulo de 01/06/2008).

Bem, durante a aula, meu amigo fazia o possível para chamar a atenção da classe, para despertá-la para o mundo dos negócios. Enfim, fazê-los sair da zona de conforto. Afinal, esse é o propósito da disciplina que leciona.

Para falar sobre foco, crença em si mesmo e nos próprios ideais, ele fez a moçada assistir à um documentário sobre Paulo Freire, um dos maiores educadores desse país. Primeiro, vale comentar que praticamente ninguém naquela sala tinha ouvido falar em Paulo Freire. E os comentários feitos depois te terem visto o vídeo foram um tanto quanto incipientes.

Pensei que, assim como meu amigo, também pudesse me aventurar pelo mundo acadêmico e levar um pouco mais de realidade ao universo daqueles jovens. Mas será que é isso que eles querem? Alguém saberia me responder?

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Você conhece os processos do seu trabalho?

Lidar com processos pode parecer arrepiante para profissionais que não estão muito acostumados com organização no ambiente de trabalho. Eu sei, eu sei. De início, parece uma grande "burocra", mas aderir ao lema "siga a seta" traz vantanges.


Depois que você entende que eles ajudam a aumentar a produtividade, controlar os indicadores de resultados e até gerir equipe, você não os larga mais. Para os mais desavisados, processo não é nada mais do que o passo-a-passo, a maneira como se elabora/executa uma ação, tarefa ou estratégia.


Os amigos das palavras, como nós, jornalistas, têm mais facilidade de enxergar um processo quando ele vem descrito em uma lista, por tópicos, como:

1) Fazer a lista de convidados
2) Elaborar e-mail marketing
3) Criar identidade visual
4) ...


Já os engenheiros, administradores e afins, preferem analisar o desenho do processo, por meio de fluxograma, como o que está abaixo. Realmente, ao se deparar com esse monte de quadradinhos coloridos, você se pergunta se ele vem com manual. Mas vale a pena despender de alguns minutos para analisar as informações e identificar o que pode ser alterado, melhorado, cancelado.


De qualquer forma, o que importa é saber que a vida guiada por processos fica mais fácil. Aposto que muitos de vocês já fazem isso sem perceber. Se você é daqueles que já criou um ritual para fazer follow up de uma divulgação, por exemplo, você sabe o que é processo. Se você já instituiu um passo-a-passo para divulgar o balanço do seu cliente, você sabe o que é um processo.

Experimente colocar suas idéias no papel. Faça uma lista com próximos passos ou com o passo-a-passo das suas tarefas, estabeleça prazos e responsáveis. Garanto que já será meio caminho andado para o trabalho acontecer.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

E do outro lado do balcão...

Os jornalistas sempre souberam que migrar das redações para as, então, assessorias de imprensa, hoje vistas como agências de comunicação integrada, é um choque cultural, pelo menos num primeiro momento. Defender os interesses do leitor é bem diferente de defender os interesses do cliente, seja ele do setor público ou privado.

Por isso, logo de início, quem vem para o outro lado do balcão se pergunta e pensa: nossa, o que estou fazendo aqui? Eu sou jornalista, não estudei administração ou gestão empresarial e muito menos psicologia.

Bem-vindos, meus caros, ao mundo corporativo. O jornalista que se aventura por esse caminho tem muitos desafios a superar.

Do lado de cá do balcão, temos que entender a atender os interesses do cliente, da agência de comunicação que nos contrata e do jornalista da redação que quer sempre exclusividade e imparcialidade.

Ah! Pensa que é só isso? Não, não, não. Tem mais. Aqui, somos líderes, desenvolvemos pessoas, motivamos times, cumprimos metas, entregamos resultados, somos hora estratégicos, hora operacioanais e, ainda, temos que apresentar habilidades técnicas e comportamentais "adequadas".

Além disso, somos os responsáveis por manter o bom relacionamento entre a agência e o cliente, o cliente e o veículo de comunicação, a agência e o veículo de comunicação. Também temos que trafegar com cautela e sempre busando êxito pelos egos dos colegas de trabalho que os têm em grande escala, justamente por serem jornalistas na sua maioria. E só digo isso porque faço parte da categoria.

Somos ou não somos verdadeiros terapeutas corporativos?

São discussões em torno desses temas que o blog Terapia Corporativa quer fomentar na rede. A expectativa é contribuir com profissionais que não são formados para pensar como gestores ou executivos, mas que precisam desenvolver tamanha habilidade para permancer competitivos.