sexta-feira, 20 de junho de 2008

Na mesa do bar e do trabalho

Na mesma aula em que meu amigo fez os alunos assistirem ao vídeo do Paulo Freire (texto anterior), o tema paradigmas entrou em pauta. Eu sei que essa palavra já está "batida", fora de moda. Mas, sinceramente, acho que está totalmente relacionada com os assuntos que gostaria que permeassem as discussões desse blog.


Quanto mais o tempo e a nossa idade passam, mais arraigados ficam os nossos paradigmas, as nossas crenças. E haja argumentos que nos façam aceitar novos conceitos. Em se tratando de jornalistas, esse efeito se potencializa. Meus amigos, desculpem-me, mas verdade seja dita: achamos ou não achamos que somos os donos da verdade, em muitos casos?

Já sentou numa mesa de bar com jornalistas? Eu, particularmente, A-D-O-R-O. Tem assunto para todos os gostos: política, economia, mercado financeiro, cultura, lazer, sexo. É muito eclético, divertido e terapêutico. Agora, meu caro, o desafio é você conseguir achar uma brechinha para falar, também expor suas idéias. Se a maioria na mesa for mulher, então, vai ser uma maratona. De novo, ressalto, que só digo isso porque faço parte da lista.

O cenário da mesa do bar pode ser levado para o ambiente de trabalho. Quando se trata de fazer a equipe perceber que há uma maneira melhor de se obter resultado ou de solucionar um problema, são necessárias algumas conversas. Trata-se de um processo de convencimento.

Costumo brincar dizendo que jornalista - aquele que é repórter de nascença - nunca deixa a fase do "por quê?". Tudo tem que ser explicado ipsis litteris, sempre respondendo um "por quê?" atrás do outro.

Claro que no final a sensatez vence e tudo acaba se ajeitando. Mas a energia gasta para se chegar ao ponto final chega a ser, algumas vezes, absurdamente exagerada.

Nenhum comentário: