sexta-feira, 20 de junho de 2008

A gente não quer só comida?

Nesta semana, estive em uma faculdade frequentada por pessoas abonadas. Fui assistir à aula de empreendedorismo de um amigo meu que é professor no curso de pós-graduação em Marketing.

Confesso que fiquei impressionada com o baixo desempenho dos alunos. A maioria faz parte da geração Y, jovens com seus vinte e poucos anos de idade, com um mercado inteiro para explorar e que hoje são cobiçados pelas empresas e seus programas de trainee (vale ler as reportagens do caderno de empregos da Folha S.Paulo de 01/06/2008).

Bem, durante a aula, meu amigo fazia o possível para chamar a atenção da classe, para despertá-la para o mundo dos negócios. Enfim, fazê-los sair da zona de conforto. Afinal, esse é o propósito da disciplina que leciona.

Para falar sobre foco, crença em si mesmo e nos próprios ideais, ele fez a moçada assistir à um documentário sobre Paulo Freire, um dos maiores educadores desse país. Primeiro, vale comentar que praticamente ninguém naquela sala tinha ouvido falar em Paulo Freire. E os comentários feitos depois te terem visto o vídeo foram um tanto quanto incipientes.

Pensei que, assim como meu amigo, também pudesse me aventurar pelo mundo acadêmico e levar um pouco mais de realidade ao universo daqueles jovens. Mas será que é isso que eles querem? Alguém saberia me responder?

Um comentário:

Unknown disse...

Oi amiga! Você, como boa observadora que é, verificou de perto como se comporta e geração do "CTRL+C"/"CTRL+V". Recebem as informações apenas pela zona de transferência, sem muita disposição para interpretar. E o pior é que alguns colegas de profissão também estão passando por essa crise.
Parabéns pelo blog e um suuuuper beijo do Sid!